*Anna Morais

Sejamos honestos: todo mundo já caiu em uma pegadinha ou soltou um “pega na mentira!” ao flagrar uma história meio duvidosa. A mentira, apesar de sua fama de vilã, está por aí desde que o primeiro ser humano resolveu contar vantagem sobre a caça do dia. Mas, se por um lado algumas mentirinhas rendem boas risadas, por outro, espalhar fake news pode ser tão desastroso quanto acreditar que o e-mail do príncipe nigeriano vai te deixar milionário.

A origem do Dia da Mentira

O 1º de abril é aquele dia em que até os mais sérios se sentem tentados a pregar uma peça. Mas de onde veio essa tradição? Bem, podemos agradecer aos franceses do século XVI. Naquela época, o Ano Novo era celebrado no fim de março, até que o rei Carlos IX decidiu bagunçar tudo e adotou o calendário gregoriano, transferindo a virada do ano para 1º de janeiro.

O problema é que nem todo mundo recebeu o memorando a tempo. Aqueles que continuaram comemorando no antigo período viraram alvo de brincadeiras e piadas. Assim nasceu o costume de enganar os mais “desatualizados”, e o resto é história – e pegadinhas ao redor do mundo.

Pegadinhas leves para um 1º de abril sem inimizades

Brincar é bom, mas sem passar do limite, certo? Algumas ideias clássicas (e inofensivas) incluem:

  • Troca de idioma no celular do amigo: Nada como ver alguém tentando decifrar coreano no WhatsApp.
  • Caneta que não escreve: O básico que nunca falha.
  • Mensagem falsa de erro no computador: Ideal para pregar uma peça no colega de trabalho (só não exagere, ok?).
  • Comida fake: Biscoito recheado com pasta de dente é um clássico, mas cuidado para não exagerar e transformar a pegadinha em um atentado contra o paladar alheio.
  • Convites fictícios: Que tal um evento sobre “Como treinar seu unicórnio”? Quem sabe você descobre quem acredita mesmo nessas coisas.

O importante é garantir que a brincadeira fique no campo da diversão e não vire motivo de briga ou desconforto.

Fake news: quando a mentira deixa de ser divertida

Se antes as pegadinhas do 1º de abril eram apenas motivo de riso, hoje a desinformação se tornou um problema global. Fake news não são piadas inocentes – elas manipulam opiniões, espalham pânico e, em alguns casos, colocam vidas em risco.

Lembra daquela onda de boatos sobre vacinas que fizeram muita gente recusar imunização? O resultado: doenças erradicadas voltando com força. E as fake news políticas? Essas são capazes de destruir reputações e influenciar eleições de forma desonesta. Ou seja, muito mais sério do que trocar o sal pelo açúcar no café de alguém.

Como se proteger das fake news?

Já que não dá para acreditar em tudo o que se lê na internet, a melhor defesa é a checagem de informações. Algumas dicas valiosas:

  • Confira a fonte: Se o site parece suspeito ou nunca ouviu falar dele, já é um sinal de alerta.
  • Pesquise em outros portais: Se for verdade, com certeza mais de um jornal confiável noticiou.
  • Olhe a data e o autor: Muita gente recicla notícias antigas ou inventa manchetes sem nem assinar.
  • *Use agências de fact-checking: No Brasil, a *Agência Lupa e o Aos Fatos são ótimos para verificar a veracidade de informações.
  • Desconfie de manchetes escandalosas: Se parece exagerado demais, provavelmente é.

A verdade é que o 1º de abril é um bom dia para brincadeiras leves, mas, no dia a dia, precisamos levar a sério o compromisso com a verdade. Afinal, cair numa pegadinha é divertido, mas cair numa fake news pode sair muito caro.