Go Game Festival transformou o estacionamento do Shopping Passeio das Águas em um centro da cultura pop. O evento atraiu uma multidão de fãs e famílias, com atividades que incluíram shows de K-pop e rock, a presença de personagens de games e dubladores renomados. O público marcou presença com muita criatividade, especialmente através dos cosplays, demonstrando o crescente interesse pela cultura nerd na região.

Foto: Divulgação Go Game Festival
Nos dias 18, 19 e 20 de julho em Goiânia, o famoso grito “Aô Goiás” parece ter sido substituído por K-pop, rock e a euforia da galera para heróis de games e os talentos que, nem sempre aparecem muito, como os dubladores. Essa vibrante comunidade geek atraiu para o estacionamento do Shopping Passeio das Águas uma infinidade de seres mágicos, personagens hi-tech e famílias inteiras imersas no universo criativo dos games.
O Go Game Festival, uma iniciativa que nasceu no coração da AGES – Associação Goiana de e-Sports, movimentou não apenas o público, mas também a solidariedade e a economia local. Inicialmente com 3 mil m² no ano passado, o evento saltou para 8 mil m² e provou, mais uma vez, que Goiás pode ser uma referência no mundo geek e dos games no Brasil.
Ana Cláudia Calixto, Presidente da AGES, afirma que a movimentação na economia é grande. Ela abrange desde o pequeno empreendedor de Uber e os atacadistas de fantasias e acessórios, até os grandes patrocinadores, que veem suas marcas atreladas a um evento de sucesso. Sobre a produção de jogos em Goiás, Ana ressalta que empreender nesse setor tem se tornado um excelente mercado. Inclusive, dentro da própria feira, há um painel dedicado a jogos independentes, também conhecidos como “indies”. Vale lembrar que a indústria de jogos eletrônicos fatura mais do que as indústrias da música e do cinema combinadas. Em 2022, por exemplo, o setor de games gerou cerca de 169,4 bilhões de euros, enquanto a indústria cinematográfica e a musical atingiram cerca de 24 bilhões cada em lucros de bilheteira.
Para Ana Cláudia, Goiás já despertou para essa indústria; faltava apenas espaço. Essa é a missão da AGES e do GO Games: abrir caminho para o desenvolvimento desse setor em solo goiano. A presidente enfatiza que essa iniciativa precisa chegar aos governantes para potencializar esse promissor filão comercial e oferecer oportunidades para novos modelos de negócios na área.
Com o jargão: “Não é só um Joguinho”, Ananda Leonel, jornalista especialista em games, junta sua voz à de Ana Cláudia. Quando começou na comunicação, os espaços para esse tema eram pequenos, e ela lutou — e ainda luta — para mostrar que vale a pena investir em eventos como este. Mas a grande bandeira de Ananda é a busca pela representatividade de mulheres nessa área. E ver mulheres em cargos de poder, à frente de eventos como o Go Game, é bastante recompensador para ela. Ananda também considera positivo quando essas mulheres se apoiam em uma rede inclusiva, que abre espaço não só para a criação de jogos, mas para toda a cadeia envolvida em um evento como o Go Game.
Pensando nesse espaço plural e multifacetado, que principalmente acolhe toda a família, é gratificante ver esse evento crescer. E por que não sonhar em vê-lo nos calendários internacionais, mostrando que, apesar de nossa raiz sertaneja – que jamais devemos esquecer –, a veia futurista e criativa do mundo geek e dos games tem, sim, seu espaço em terras goianas. Que venham muitos mais Go Games por aí!

