Sejam todos muito bem-vindos à coluna Bastidores de Viagem aqui na Revista Bora! Eu sou a Dani, mais conhecida pelos amigos como “Daniviajante”, será um enorme prazer compartilhar experiências e dicas de viagens com vocês.

Que esse seja um espaço de troca, reflexão e porque não de algumas risadas, afinal, quem nunca passou por um perrengue de viagens não é mesmo? Que as histórias aqui compartilhadas possam servir de inspiração para que vocês conheçam novos destinos e deixem se surpreender pela diversidade de paisagens, culturas e jeitos de ver a vida  que irão se deparar pelo caminho. Neste texto de estreia quero trazer uma reflexão sobre um tema que divide opiniões, viajar sozinho vale a pena?

Conciliar agenda de férias com familiares e amigos nem sempre é uma tarefa simples, ainda mais com rotinas tão atribuladas e com o tempo cada vez mais escasso. Diante desse cenário, muita gente acaba desistindo de viajar por falta de companhia e se quer cogita a possibilidade de se aventurar sozinho por aí.

Pois bem, caros viajantes de plantão, tenho uma coisa muito importante a dizer: viajar sozinho é libertador!Libertador como? Tá maluca Dani? Viajar sozinho é chato, a gente fica perdido sem saber o que fazer! Não é perigoso? Estar na própria companhia, ainda mais em um território diferente ao que você está acostumado pode mesmo parecer assustador e sem sentido ao primeiro olhar, mas é no segundo seguinte que a mágica acontece! Passada essa insegurança natural, você descobre que estar sozinho numa cidade, num estado, num país diferente te traz a liberdade de fazer o que você bem entender do seu tempo e das suas vontades sem ter que dar satisfação ou agradar a ninguém.

Viajar sozinho não exclui o prazer de viajar em boa companhia, são apenas experiências distintas. Meu intuito aqui não é fazer juízo de valores dizendo que uma experiência é melhor do que a outra, quero apenas ressaltar que são estilos de viagem diferentes. Viajar acompanhado é gostoso, compartilhar experiências com as pessoas queridas e construir memórias coletivas é um privilégio, mas também é um exercício democrático de tomada de decisões em conjunto, do tipo: o que visitar, que hora acordar, o que comer e assim por diante. Muitas vezes significa abrir mão de alguma coisa que você queria muito fazer porque o outro não está afim, ou está cansado demais para seguir no passeio. Por outro lado, viajar sozinho é a arte de se permitir ouvir seus próprios pensamentos, suas vontades e o seu coração.

Viajar sozinho é a chance de sair da sua zona de conforto, de interagir com desconhecidos, conhecer pessoas incríveis pelo caminho e com sorte fazer novos amigos. Viajar sozinho é a habilidade de se sentir bem com a sua própria companhia, ser dono do seu próprio tempo e do seu próprio querer, ter a total liberdade de fazer o que você tem vontade e que talvez não faria se estivesse viajando acompanhado. Viajar sozinho pelo menos uma vez na vida faz um bem danado pra alma, uma experiência transformadora que todo mundo deveria ter a chance de viver.  Sabe qual o único problema de viajar sozinho? Você corre o risco de gostar tanto da experiência, que vai querer repeti-la muitas e muitas vezes na vida! Meu conselho para você que já pensou em viajar só e nunca se arriscou: permita-se. A vida surpreende quem tem coragem de fazer TUDO de um jeito NADA igual!