por Amanda Tiedje –
A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pelo encerramento do ciclo reprodutivo e por transformações no organismo. Como toda transformação, não é fácil. Com sintomas como calorões, sudorese noturna, insônia e mudanças de humor, isso impacta a qualidade de vida da mulher.

Essas alterações ocorrem devido à redução progressiva da produção de hormônios pelos ovários, especialmente estrogênio e progesterona. Essa queda hormonal provoca mudanças físicas e emocionais que variam de intensidade de organismo para organismo. Enquanto algumas mulheres apresentam sintomas leves, outras enfrentam manifestações mais intensas, que interferem no bem-estar diário.
Além dos fogachos, ondas de calor, e das alterações do sono, podem surgir irritabilidade, ansiedade, ressecamento vaginal, desconforto nas relações sexuais e diminuição da libido. A menopausa também pode trazer impactos metabólicos, como maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal e aumento do risco de perda de massa óssea. Parece ser o fim.
Para mulheres com sintomas mais intensos, a terapia de reposição hormonal pode ser uma alternativa eficaz. Quando bem indicada e acompanhada por um médico, contribui para reduzir os fogachos, melhorar o sono e a qualidade de vida, além de favorecer a saúde óssea e o bem-estar sexual. O tratamento é mais seguro quando iniciado antes dos 60 anos ou até dez anos após o início da menopausa, desde que não haja contraindicações.
Antes de iniciar, é fundamental uma avaliação individualizada, considerando idade, histórico de doenças e exames clínicos. Esses fatores orientam a escolha da melhor abordagem. Para quem não pode ou não deseja a reposição hormonal, há alternativas. Medicamentos não hormonais podem ajudar no controle dos fogachos, enquanto hidratantes, lubrificantes e terapias locais aliviam sintomas genitais. Em alguns casos, a fisioterapia pélvica também pode ser indicada.
Hábitos saudáveis também fazem diferença. A prática regular de atividade física melhora o humor, o sono e a saúde óssea. Uma alimentação equilibrada, rica em cálcio, proteínas e vegetais, contribui para o bem-estar. Manter o peso adequado, reduzir álcool e cafeína, cuidar do sono e adotar estratégias de controle do estresse também ajudam a amenizar os sintomas.
Ao perceber mudanças no corpo, a recomendação é buscar orientação médica. O acompanhamento adequado permite definir estratégias personalizadas e viver essa fase com mais qualidade de vida.
Dra. Amanda Tiedje
Médica Ginecologista, docente do Instituto de Educação Médica (Idomed)
@amanda.tiedje


