Seis médicos relataram violência no primeiro semestre de 2026, aponta plataforma “Fui Agredido”

Diversos profissionais da saúde têm sofrido diariamente diferentes tipos de agressões durante o exercício de suas funções. A plataforma “Fui Agredido” trouxe um dado que chama a atenção para uma realidade cada vez mais frequente: Seis médicos registraram denúncias de agressões no primeiro semestre de 2026, o número acende um alerta para a crescente violência contra profissionais da medicina.

Embora muitos casos ocorram em momentos de tensão envolvendo pacientes e familiares, especialistas alertam que agressões verbais, ameaças e ataques físicos podem resultar em sérias consequências para os responsáveis.

Segundo a advogada Caroline Santos, a população ainda desconhece que a legislação prevê punições para quem agride profissionais da saúde durante o exercício da profissão: “Dependendo da situação, o agressor pode responder criminalmente por ameaça, injúria ou lesão corporal, além de ser responsabilizado civilmente pelos danos causados. O fato de estar insatisfeito com um atendimento não autoriza qualquer tipo de violência”, explica.

A especialista destaca que, além dos prejuízos físicos e emocionais aos profissionais, as agressões impactam diretamente o ambiente de trabalho e podem comprometer a prestação dos serviços de saúde:“O médico tem o direito de buscar proteção legal sempre que for vítima de violência. É importante que esses casos sejam denunciados para que haja responsabilização e para que a prática não seja normalizada”, afirma.

O aumento dos registros tem levantado discussões sobre a segurança dos profissionais da saúde e sobre a necessidade de conscientizar pacientes e acompanhantes a respeito dos limites legais de suas condutas.

Caso em Goiânia reforça debate sobre proteção aos médicos

A segurança dos profissionais de saúde na rede pública de Goiânia voltou a ser alvo de debates após uma ocorrência de violência registrada no dia 5 de junho, no CAIS Cândida de Morais. Na ocasião, médicos foram vítimas de atos de intimidação e tiveram seus consultórios invadidos enquanto realizavam atendimentos à população, gerando um forte clima de insegurança na unidade.

Em nota de repúdio, o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) classificou o episódio como um ato de “descaso e omissão”, cobrando a adoção imediata de medidas concretas e policiamento para proteger os trabalhadores.

“É inadmissível que profissionais de saúde tenham sua integridade física e emocional colocadas em risco enquanto cumprem o papel técnico e social de salvar vidas. Garantir segurança nas unidades não é um privilégio, é uma obrigação legal do município para assegurar a dignidade do exercício da medicina e o direito de a população ser atendida em um ambiente de paz”, conclui a Dra. Caroline Santos, advogada especialista na área e presidente da Comissão de Direito Médico e Sanitário da OAB-GO.


AGENDA CULTURAL


Anúncios

Descubra mais sobre Revista Bora

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading