O assédio moral acontece quando a chefia ou os colegas humilham, isolam ou perseguem a funcionária de forma repetida, destruindo a sua saúde mental. O assédio sexual é a insistência ou intimidação para conseguir vantagens sexuais, usando o cargo mais alto para ameaçar a mulher.

Como esses abusos costumam acontecer quando ninguém está olhando, a mulher precisa agir com inteligência para juntar provas. Guarde e-mails ofensivos, prints de conversas no WhatsApp, bilhetes e anote os dias e horários em que os ataques aconteceram.

Gravar conversas do próprio celular (em áudio ou vídeo) sem avisar a outra pessoa é totalmente aceito pela Justiça, desde que você seja uma das pessoas participando da conversa. Testemunhas que viram ou ouviram as ofensas também ajudam muito.

A “demissão forçada” por culpa da empresa: Com essas provas, a mulher pode entrar com uma ação chamada “rescisão indireta”. É como se a funcionária demitisse o patrão por justa causa. Ela sai do emprego recebendo todos os seus direitos (FGTS, seguro-desemprego e aviso prévio) e ainda pode pedir uma indenização em dinheiro pelos danos sofridos.

Lembre-se sempre de:
Anotar tudo: Criar um diário detalhado com datas, horários, locais, nomes de quem estava perto e o que foi dito ou feito.
Juntar arquivos digitais: Salvar e-mails, capturas de tela (prints) de conversas de WhatsApp, áudios e postagens em redes sociais.
Gravar conversas: Gravar o próprio diálogo com o assediador (por áudio no celular) é totalmente legal e serve como prova na Justiça.



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