Espaço permanente de ensino e pesquisa aplicada opera em parceria com UFG, USP e UnB; evento é aberto ao público

A Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Ejug) realiza, no dia 19 de junho, às 10h, no Complexo dos Juizados, em Goiânia, o início das atividades do primeiro Laboratório de Inteligência Artificial do TJGO, o LI²A-Ejug. O evento, aberto ao público, contará com a participação de magistrados, servidores e colaboradores do Poder Judiciário.

Criado e coordenado pela Ejug, o laboratório vai operar em cooperação com a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Brasília (UnB). Durante o evento, o diretor da Ejug, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, e o professor doutor Iwens Sene, coordenador do Centro de Excelência em IA da UFG, palestrarão sobre a cultura de inovação no Poder Judiciário e o papel dos laboratórios de Inteligência Artificial.

A parceria com as universidades objetiva a criação de um ambiente permanente de ensino, pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico, inovação e extensão institucional em inteligência artificial, voltado tanto às atividades jurisdicionais quanto administrativas do Tribunal. De acordo com o projeto, o objetivo é consolidar uma política institucional de longo prazo, com governança, rigor técnico-científico, padronização metodológica e conformidade jurídica.

A criação e coordenação do laboratório estão alinhadas às diretrizes nacionais do Conselho Nacional de Justiça, especialmente à Resolução CNJ nº 615/2025, que trata do desenvolvimento, uso e governança de soluções de IA no Poder Judiciário, bem como à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). O plano destaca a necessidade de supervisão humana, transparência, auditabilidade, rastreabilidade, gestão de riscos, prevenção de vieses e proteção de dados como princípios estruturantes da atuação do laboratório.

“Vivemos uma era em que a inteligência artificial deixou de ser promessa distante para se tornar um recurso importante para o desenvolvimento social e econômico. O Poder Judiciário não está à margem desse movimento. Ao contrário, é chamado a compreendê-lo e, sobretudo, a utilizá-lo com responsabilidade, critério e compromisso com os direitos fundamentais. Podemos e devemos fazer, e bem, a nossa parte nesse processo”, observa o diretor da Ejug, desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas.


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