O essencial em um parágrafo: Com a homologação da região “Paraísos do Cerrado”, Goiás consolida 13 regiões turísticas e 100 municípios no Mapa do Turismo Nacional. O novo circuito reúne cinco cidades que combinam adrenalina, águas cristalinas, cultura quilombola e a maior produção de pequi do estado.

Se você é daqueles viajantes que buscam refúgios intocados, prepare as malas. O Nordeste Goiano acaba de oficializar o seu mais novo e promissor tesouro: a região Paraísos do Cerrado. Homologado pelo Ministério do Turismo, o circuito é composto por cinco municípios, Flores de Goiás, Simolândia, Buritinópolis, Mambaí e Damianópolis, e nasce com a vocação clara de se tornar um dos principais polos de ecoturismo e aventura do Brasil.
Com essa nova configuração, o Mapa do Turismo Goiano mantém seus 100 municípios ativos, mas agora distribuídos em 13 regiões turísticas. O grande trunfo dos Paraísos do Cerrado? A proximidade estratégica entre as cidades. É possível desenhar um roteiro dinâmico e vivenciar múltiplas experiências em poucos dias de viagem. Além disso, o acesso é facilitado: Mambaí, o coração da aventura na região, fica a apenas 310 quilômetros do Aeroporto Internacional de Brasília.
“A criação da região Paraísos do Cerrado representa um avanço estratégico para o turismo em Goiás. É uma iniciativa que amplia a visibilidade do Estado no cenário nacional e gera novas oportunidades para as comunidades locais” – Paulo Henrique Rodrigues da Silva, presidente da Goiás Turismo.
Um Roteiro de Natureza e Adrenalina
Cada uma das cinco cidades traz uma identidade única para o circuito, equilibrando perfeitamente a calmaria contemplativa e a adrenalina pura.

- Flores de Goiás | Fé e História: O ponto de partida cultural. A icônica Igreja de Nossa Senhora do Rosário, erguida na década de 1740, é um marco da resistência e das tradições do povo quilombola local.
- Simolândia | O Dono do Cenário: Onde o imponente Rio Corrente serpenteia entre as cidades, criando praias fluviais e cenários perfeitos para o descanso e o lazer contemplativo.
- Buritinópolis | Altura e Vertigem: O destino dos fortes. A cidade abriga uma das tirolesas mais altas do país, proporcionando um voo panorâmico inesquecível sobre a copa das árvores do Cerrado.
- Mambaí | O Coração do Pêndulo: Já consagrada nacionalmente, exibe a majestosa Cachoeira do Funil e o famoso Balanço da Dani Monteiro – uma experiência de pêndulo que atrai entusiastas do turismo de aventura de todos os cantos.
- Damianópolis | Tons de Paraíso: Um espetáculo visual. Suas quedas d’água, com destaque para a Cachoeira Paraíso do Cerrado, impressionam pelas piscinas naturais que variam entre o azul-turquesa, o verde e o esmeralda.
Cultura, Sabores e Sustentabilidade
Para além dos cartões-postais, a região pulsa cultura e sabor. A gastronomia local é um capítulo à parte, reverenciando o bioma em pratos que vão da icônica galinha caipira com pequi ao uso criativo de frutos nativos como o baru e a cagaita. Curiosidade de peso: a região concentra a maior produção de pequi do estado de Goiás, movimentando a economia do turismo rural ao lado de produtores locais de mel.
No calendário cultural, eventos como a tradicional Festa de Abril, em Damianópolis, mantêm vivas as raízes e a hospitalidade do povo goiano.

O Futuro é Sustentável
Toda essa riqueza cresce sob o manto da responsabilidade ambiental. Grande parte do território dos Paraísos do Cerrado está inserida na APA (Área de Proteção Ambiental) Nascentes do Rio Vermelho. Essa blindagem ecológica garante que o crescimento do turismo caminhe lado a lado com a conservação, mantendo o Cerrado vivo para as próximas gerações.
Seja pela descarga de adrenalina em uma tirolesa, pelo banho em águas esmeralda ou pelo sabor marcante do pequi, o Nordeste de Goiás definitivamente entrou para a lista de desejos de qualquer viajante consciente.


